terça-feira, 18 de junho de 2013

Old Tom Chocolate

Olá, a cerveja de hoje é a Old Tom com Chocolate produzida no Reino Unido, ela tem 6% de álcool, essa cerveja é de acordo com as informações de rótulo, a Old Tom Ale, adicionada de chocolate.

Como informação adicional, a Old Tom foi eleita a melhor cerveja Ale do mundo no ano de 2009 pela World Beer Awards, o que sem dúvida pede o nosso respeito.

A primeira vez que vi a cerveja Old Tom, foi durante o meu curso de formação como Sommelier de Cervejas pelo SENAC Doemens e confesso que dentre tantas cervejas que foram degustadas ao longo do curso a Old Tom teve um lugar especial na minha memória gustativa.

Por isso tão logo encontrei a versão adicionada de chocolate, eu tinha que comprar para experimentar, segue abaixo a minha avaliação e em breve teremos a avaliação da Old Tom (sem chocolate).

Aparência: com uma coloração castanha escura e uma espuma em um tom de bege, a cerveja apresenta alguma turbidez a frio e uma espuma de boa formação, mas que vai embora enquanto se bebe deixando apenas um filme.

Aroma: como esperado o chocolate está presente no aroma, mas junto com notas aromáticas de maltes tostados (melado e caramelo).

Sabor: ao contrário do que se esperaria, o chocolate não é o que primeiro se sente, a minha primeira sensação foi uma doçura de malte seguida de um amargor típico da torrefação do cacau, o final é de chocolate (delicado, mas presente).

Final: assim como a última, essa cerveja apresenta um final seco, sem ser adstringente e esquenta a boca pela presença do álcool, porém sem prejudicar a bebida.

Ao contrário do que seria esperado essa cerveja não é puro chocolate, é agradável para ser bebida e sem dúvida um excelente par para sobremesas à base de chocolate e caramelo, a versão sem chocolate é mais interessante, mas essa cerveja ainda é bem legal.
O aroma sem dúvida é o principal nessa bebida, mas ao contrário de algumas cervejas que encontramos por aí, o sabor não te decepciona.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Cervejas de Mosteiros Trapistas


Mais cedo essa semana escrevi sobre a Chimay Blanche, uma cerveja feita na Abadia de Scourmont, mas o que isso significa?


Os monges que vivem nessa abadia e em outras espalhadas pelo mundo, fazem parte da Ordem Cisterciense da Estrita Observância, que se dedica inteiramente à contemplação, segundo a Regra de São Bento.

Os monges da Ordem também conhecidos como monges Trapistas, abdicam de toda a sua vida pessoal, vivendo em uma comunidade com uma alma e um coração (conforme estatuto próprio http://www.ocso.org/)  onde os trabalhos e aflições são de todos e buscam através do trabalho e oração atingir o nível máximo de aproximação com Deus, vivendo baseados no "Ora et labora" ou Oração e Trabalho, esse trabalho é para eles uma forma digna de obter o que é necessário para a manutenção do mosteiro.

Sendo o trabalho uma parte da vida do monge Trapista, a produção de alimentos para serem consumidos pelos monges e monjas sempre foi um trabalho de extrema importância, assim, sendo eles monges, fizeram o que sempre fizeram, acumular o conhecimento, registrando e documentando a produção determinados alimentos e aqui não devemos esquecer na idade média, a cerveja era um alimento essencial.
A produção tinha como objetivo alimentar a Ordem e o excedente era distribuído aos necessitados ou vendido, a Abadia de Scourmont por exemplo além das cervejas produz queijos, assim como outras ao redor do mundo que produzem diversos produtos que permitam obter sua subsistência.

Ao longo do tempo porém, essas cervejas se tornaram famosas em especial devido ao trabalho feito por Michael Jackson em redescobrir as grandes cervejas da Bélgica e criar muito do que temos como estilos cervejeiros hoje, esse trabalho também fez com que a cerveja de mosteiro fosse um símbolo de qualidade o que levou à criação de um selo que permite o uso da denominação "Trappist Product" (a figura que decora o texto).

As abadias que produzem cervejas que podem receber o selo são 6 na Bélgica (as traduções dos nomes são minhas...):
- Achel (Abadia de São Benedito de Achel)
- Chimay (Abadia de Notre-Dame de Scourmont)
- Orval (Abadia de Notre-Dame de Orval)
- Rochefort (Abadia de Notre-Dame de Saint-Rémy)
- Westmalle (Abadia de Nossa Senhora do Sagrado Coração)
- Westvleteren (Abadia de São Sixtus)
E na Holanda:
- La Trappe (Abadia de Nossa Senhora de Koningsheoven)

Ao todo são 175 mosteiros trapistas, e apenas 7 podem usar a denominação em suas cervejas. Sem dúvida a experiência e o cuidado que os monges colocam em suas cervejas fez com que algumas dessas cervejas se tornassem quase lendas entre os cervejeiros como a Westvleteren 12 tida como a melhor cerveja do mundo no ranking do Rate Beer, se de fato elas são as melhores cervejas do mundo vai depender do seu gosto pessoal, mas com certeza são uma aula de história.

Recomendo fortemente o livro "Brew like a monk" que fala um pouco sobre essas cervejas e sua história.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Chimay Blanche

Continuando com as cervejas, essa semana temos uma de respeito, produzida na Abadia de Scourmont, a Chimay é feita em três estilos, sendo a "branca" a tripel.

Os mais puristas e fãs da lei da pureza podem não gostar do fato dessa cerveja ter açúcar em sua composição, mas sem dúvida esse é um dos segredos dela ser tão agradável para ser bebida, com um corpo na medida ideal.

A Chimay Blanche tem 8% de álcool por volume o que sem dúvida pede o nosso respeito pela cerveja, mas devido ao seu equilíbrio esse álcool pode passar despercebido pelos bebedores mais afoitos.
A taça é um charme à parte, com um pequeno gerador de espuma que mantém a sua cerveja sempre como se tivesse acabado de ser colocada no copo.

Na minha opinião, a riqueza aromática é tão complexa que deixar de pelo menos tentar escutar o que essa bebida tem para nos contar parece um erro,  mas quem sou eu para decidir como você deve beber a sua cerveja.

Aqui vou apenas tentar descrever um pouca da experiência que ela me passou...

Aparência: seria um âmbar claro ou um dourado escuro, uma espuma num tom de bege bem claro, e de excelente persistência (até o último gole).

Aroma: o mais característico conforme a temperatura dela aumenta são o cravo e o frutado (para mim banana), percebi algumas notas herbáceas que são difíceis de serem separadas o que é do lúpulo e o que é do fermento (compostos fenólicos).

Sabor: a presença dos compostos de fermentação, que lembram cravo e pimenta são marcantes, quando a temperatura aumenta esses compostos saltam na boca, baixa presença de malte, apenas como um leve dulçor. Corpo médio/alto e alta carbonatação.

Final: uma cerveja que apresenta um final seco, sem ser adstringente, um pouco quente do álcool e que pede mais um gole e por isso mesmo uma cerveja fácil de beber, mesmo com o elevado teor alcoólico.

A minha opinião é bastante simples, sou um fã das cervejas belgas e essa sem dúvida é um grande "exemplar da raça", as leveduras belgas fazem mágica e nessa cerveja mostram isso claramente (obviamente as centenas de anos de experiência dos monges produzindo essas bebidas ajuda imensamente).

O meu único porém foi ter trazido apenas uma garrafa de cada uma delas para casa, ainda bem que esta pode ser facilmente encontrada em terras brasileiras.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Cerveja Áustria Amber

Olá, faz tempo que não falo sobre cervejas...
Como objetivo pessoal vou escrever uma vez por semana sobre as minhas experiências com essa bebida tão especial.

Comprei essa cerveja em um final de semana com a família, num restaurante em Valinhos chamado "BBQ Steak and Fun".
A cerveja, uma lager puro malte feita em Nova Lima, MG pela Krug Bier, ela é apresentada no site do fabricante como uma Lager tipo Vienês.
Minha avaliação sobre ela:

Coloração: Marrom escura, com raios avermelhados, uma espuma de boa formação e persistência (especialmente no copo de weizen).

Aroma: presença de notas de caramelo e dulçor de malte, sem presença de lúpulo ou notas frutadas.

Sabor: presença marcante do dulçor do malte e notas de caramelo, pouca presença de lúpulo. Corpo leve, com alta carbonatação.

Final: final seco com presença do tostado e ligeiro aquecimento do álcool, pede mais um gole.

A minha opinião é que é uma cerveja interessante, apesar de achar estranha a classificação dada pelo fabricante como uma "Lager tipo vienês", acredito que o objetivo seria uma Vienna Lager, mas o objetivo não é reclassificar a cerveja.
Vale lembrar que o estilo Vienna Lager sofreu muitas modificações, sendo especialmente lupulado em terras americanas, mas não é uma característica de cerveja na sua origem, sendo mais evidenciada a presença dos maltes do tipo vienna e ou munique.

Finalizando uma cerveja interessante que foi uma boa companhia para um churrasquinho em um Domingo, mais uma opção no nosso amplo cardápio de cervejas brasileiras.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Degustação e Harmonização Andanças!




Professores:
Julio Cesar Barbosa Rocha, Engenheiro de Alimentos, Sommelier de Cerveja, Mestre em Tecnologia de Alimentos, Especialista em Gestão de Processos Industriais e Doutorando em Tecnologia de Alimentos. Atuou por 10 anos em Indústrias de Alimentos e centros de pesquisas, e atualmente se dedica à pesquisa e ensino na área de tecnologia de alimentos. É cervejeiro artesanal, atuando como professor nas Faculdades Max Planck e  do curso de “Produção de Cerveja Artesanal” da Escola de Extensão da UNICAMP (EXTECAMP).
André Marangoni, Engenheiro de Alimentos, Sommelier de Cerveja, Mestre em Tecnologia de Alimentos, e Doutorando em Tecnologia de Alimentos na área de Cereais. Atua também como docente na Fundação Hermínio Ometto (UNIARARAS) e professor do curso de “Produção de Cerveja Artesanal” da Escola de Extensão da UNICAMP (EXTECAMP).
Objetivo do Curso:
O curso tem como objetivo a iniciação na cultura cervejeira, incluindo história e teoria sobre cerveja e degustação de rótulos consagrados, com sugestões de harmonizações.


http://andancasbar.com.br/


terça-feira, 9 de abril de 2013

Curso de Degustação de Cervejas Belgas!

 
Professores:
Julio Cesar Barbosa Rocha, Engenheiro de Alimentos, Sommelier de Cerveja, Mestre em Tecnologia de Alimentos, Especialista em Gestão de Processos Industriais e Doutorando em Tecnologia de Alimentos. Atuou por 10 anos em Indústrias de Alimentos e centros de pesquisas, e atualmente se dedica à pesquisa e ensino na área de tecnologia de alimentos. É cervejeiro artesanal, atuando como professor nas Faculdades Max Planck e  do curso de “Produção de Cerveja Artesanal” da Escola de Extensão da UNICAMP (EXTECAMP).
André Marangoni, Engenheiro de Alimentos, Sommelier de Cerveja, Mestre em Tecnologia de Alimentos, e Doutorando em Tecnologia de Alimentos na área de Cereais. Atua também como docente na Fundação Hermínio Ometto (UNIARARAS) e professor do curso de “Produção de Cerveja Artesanal” da Escola de Extensão da UNICAMP (EXTECAMP).
Objetivo do Curso:
O curso tem como objetivo a iniciação na cultura cervejeira, incluindo história e teoria sobre cerveja e degustação de rótulos belgas consagrados, com algumas sugestões de harmonizações. O curso apresenta um maior enfoque na escola Belga, com cuidado especial nas harmonizações.
Conteúdo:
I. História da cerveja;
a. Primórdios da produção de cerveja;
b. Importância a cerveja para a sociedade atual;
c. Mudanças ao longo da história.
II. Processo de produção cervejeira;
a. Malteação;
b. Mosturação;
c. Lupulagem;
d. Fermentação;
e. Maturação.
III. Escolas cervejeiras;
a. Escola Alemã;
b. Escola Belga;
c. Escola Inglesa;
d. Cervejas do Novo Mundo.
IV. Princípios de Análise Sensorial;
V. Princípios de Harmonização de cervejas.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Curso de Degustação de Cervejas




Professores:
Julio Cesar Barbosa Rocha, Engenheiro de Alimentos, Sommelier de Cerveja, Mestre em Tecnologia de Alimentos, Especialista em Gestão de Processos Industriais e Doutorando em Tecnologia de Alimentos. Atuou por 10 anos em Indústrias de Alimentos e centros de pesquisas, e atualmente se dedica à pesquisa e ensino na área de tecnologia de alimentos. É cervejeiro artesanal, atuando como professor do curso de “Produção de Cerveja Artesanal” da Escola de Extensão da UNICAMP (EXTECAMP).
André Marangoni, Engenheiro de Alimentos, Sommelier de Cerveja, Mestre em Tecnologia de Alimentos, e Doutorando em Tecnologia de Alimentos na área de Cereais. Atua também como docente na Fundação Hermínio Ometto (UNIARARAS) e professor do curso de “Produção de Cerveja Artesanal” da Escola de Extensão da UNICAMP (EXTECAMP).
Objetivo do Curso:
O curso tem como objetivo a iniciação na cultura cervejeira, incluindo história e teoria sobre cerveja e degustação de rótulos consagrados, com algumas sugestões de harmonizações.
Conteúdo:
I.        História da cerveja;
a.     Primórdios da produção de cerveja;
b.     Importância a cerveja para a sociedade atual;
c.      Mudanças ao longo da história.
II.      Processo de produção cervejeira;
a.     Malteação;
b.     Mosturação;
c.      Lupulagem;
d.     Fermentação;
e.     Maturação.
III.    Escolas cervejeiras;
a.     Escola Alemã;
b.     Escola Belga;
c.      Escola Inglesa;
d.     Cervejas do Novo Mundo.
IV.   Princípios de Análise Sensorial;
V.     Princípios de Harmonização de cervejas;