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terça-feira, 17 de setembro de 2013

Old Tom - The Original

Faz algum tempo eu escrevi sobre a Old Tom Chocolate, hoje estou escrevendo sobre a versão sem chocolate da cerveja.

Tenho uma lembrança ótima dessa cerveja de quando tomei pela primeira vez, e agora o plano é retomar essa lembrança.

Ela é produzida pela Robinsons, que também produz a cerveja Trooper do Iron Maiden que ainda não tomei.

A Old Tom Original foi eleita e melhor Ale do mundo pelo World Beer Award (WBA) em 2009 e sem dúvida é um prêmio importante.

Aparência: de coloração marrom, a cerveja é turva, a espuma tem boa formação e acompanha como um filme até o último gole.

Aroma: no nariz a primeira impressão é de chocolate ao leite; um aroma doce, combinado com cacau. Extremamente agradável.

Sabor: no sabor percebemos o chocolate novamente, seguido de um toque condimentado e um amargor de maltes tostados, um sabor muito rico e completo.

Final: possui um final doce e amargo com um aquecimento agradável do álcool.

Eu adoro essa cerveja, ela sempre atende a minha expectativa. A primeira vez que a bebi foi no meu curso de formação de Sommelier e dentre todas as cervejas degustadas ela se destacou.

Estilo: Old Ale

Teor alcoólico: 8,5% (ABV)

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Samuel Adams Octoberfest

Depois de duas semanas de ausência, agora escrevendo sobre uma grande cerveja Americana.

A Samuel Adams Octoberfest, é feita em homenagem às grandes cervejas que participam da Octoberfest de Munique e é produzida pela cervejaria Boston Beer Company.

As sua irmã mais famosa é sem dúvida a Boston Lager, fantástica cerveja produzida pela cervejaria.

Aparência: acobreada, com uma espuma de boa formação, que desce, mas deixa um filme no copo.

Aroma: no nariz a primeira impressão é de malte, mas conforme ela esquenta um pouco, o lúpulo surge.

Sabor: no sabor percebemos o dulçor do malte que é logo retirado pelo amargor do lúpulo. A carbonatação é alta e o corpo é médio/baixo.

Final: possui um final amargo e seco que pede mais um gole.

A cerveja é sem dúvida muito interessante, uma grande homenagem às cervejas de Munique, mas com um tode lupulado tradicional das cervejas Norte Americanas, na minha opinião, a Boston Lager, continua sendo a campeã, mas essa é sem dúvida uma excelente cerveja.

Acompanhou muito bem os salsichões e o picles, hehehehehehe...

Estilo: Oktoberfest
Teor alcoólico: 5,5% (ABV)

terça-feira, 30 de julho de 2013

De Molen Op & Top

De Molen OP & Top
Fechando o mês de julho a cerveja avaliada é produzida pela cervejaria holandesa De Molen, localizada em Bodegraven. A Op & Top é uma Special Bitter.

Um destaque para os rótulo das De Molen - todos são no mesmo padrão: clean, PB, mas elegantes. E todos os parâmetros são descritos: graus Plato, EBC e IBU. E todos os maltes e lúpulos utilizados - mais transparência, impossível.

A espuma desta cerveja é espetacular. De cor branca e intensa formação, ela permanece até o final, deixando resquícios na taça.  Daria para comer de colher.

A cor é de um dourado levemente turvo. 

No aroma percebe-se algo doce, muito leve e sobressaem-se as notas cítricas combinadas com  maracujá ou manga provenientes do lúpulo Amarillo.

Apresenta média-alta carbonatação e médio corpo; no paladar o amargor do lúpulo é o destaque. Amargor este que permanece até o final, e contribui para uma cerveja seca. Apesar dos declarados 30 IBU´s, tive a sensação de ser mais, mas não prejudica em nada. 

Aliás, ótimo drinkability - até lembra uma IPA.

#Dica: esta cerveja e outras da De Molen, podem ser encontradas no BeerOnLine

Estilo: Special Bitter
Teor Alcoólico: 4,5% (ABV)

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Badger Golden Glory

Comprei essa cerveja indicada pelo André Marangoni e claro que o logo com o texugo é bastante divertido.

Confesso que os dizeres "Gloriously Peachy" no rótulo inicialmente me pareceram um tanto curioso, mas adianto, ela não tem adição de suco de frutas em sua composição.

Essa cerveja é uma cerveja especial do tipo ale adicionada de flores de pêssego como aromatizante, juntamente com o lúpulo, e sim, ela tem lúpulo.

Aparência: de coloração laranjada (âmbar?), essa cerveja brilha como o sol. Tem a presença de uma linda espuma, mas que não dura no copo.

Aroma: como é esperado, o pêssego é a primeira impressão da bebida, seguida da presença de um leve aroma de fermento.

Sabor: assim como no nariz, o pêssego surge, mas vem seguido de um amargor e um condimentado. Mesmo com a presença marcante do pêssego a cerveja não é enjoativa, a presença do lúpulo equilibra o pêssego.

Final: possui um final amargo e seco, mas não é tão fácil de ser bebida.

A cerveja é bastante interessante e sem dúvida não é uma bebida para todos os dias, mas é uma experiencia interessante.

Estilo: Specialty Beer
Teor alcoólico: 4,5% (ABV)

terça-feira, 23 de julho de 2013

Weihenstephaner Vitus

Weihenstephaner Vitus
Esta cerveja chama a atenção por ser uma weizenbock clara, quando se espera que seja mais escura. Produzida pela Bayerische Staatsbrauerei Weihenstephan - a cervejaria mais antiga do mundo. Surgida em 1040, localiza-se em Freising, ao sul da Alemanha. 

Creme branco muito denso e consistente, coloração dourada. 

No aroma, percebe-se notas de fermento de pão, banana-passa e cravo. 



O paladar acompanha o aroma, e pode-se notar o teor alcoólico superior ao de outras weizen, porém está bem adequado. 

Final levemente amargo e excelente cerveja, fácil de tomar.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Brew Dog 5 a.m. Saint

A cervejaria Brew Dog é conhecida por suas cervejas extremas e com a 5 a.m. não é diferente. Descrita no rótulo como "iconoclastic amber ale", pessoalmente não sei o que eles querem dizer com isso.

É uma cerveja que é feita na Escócia seguindo conceitos muito utilizados pelas cervejarias Norte Americanas, em especial o dry hopping.

Aparência: de coloração âmbar e com a presença de turbidez, a cerveja apresentou uma espuma de boa formação, mas que não ficou no copo até o final.

Aroma: no nariz a primeira impressão é uma nota frutada do lúpulo Americano, lembrando maracujá e abacaxi, alguma percepção distante de malte.

Sabor: na boca, percebemos primeiro o amargor, seguido de uma percepção frutada, onde novamente temos o maracujá. Possui uma alta carbonatação e é leve, fácil de beber.

Final: possui um final amargo e seco,  que pode soar repetitivo, mas realmente pede mais um gole.

É uma cerveja que apresenta muito lúpulo, porém não é muito amarga (ok, conheço muitas pessoas que achariam muito amarga), o diferencial é que como muitos lúpulos são usados na fase fria da bebida temos toda aquela presença dos frutados, mas sem um aumento demasiado do amargor. Talvez seja isso que queiram dizer com "iconoclast amber ale" lupulada sem ser demasiadamente amarga, atacando e derrubando as tradições.

Uma cerveja muito legal, que com certeza já está na lista das minhas preferidas.

Estilo: Amber Ale
Teor alcoólico: 5,0% (ABV)

terça-feira, 16 de julho de 2013

Bavaria 8.6 Special

Bavaria 8.6
Esta cerveja é produzida pela cervejaria holandesa Bavaria Brouwerij. De início chama a atenção a bela espuma que se forma, e se mantém até o final. A cor é dourada, intensa. De início apresentou um pouco de turvação, provavelmente devido à baixa temperatura.

No aroma predominam notas maltadas, remetendo a grãos e também mel. Depois sente-se algo de floral, mas achei bem leve. Nota-se a presença do álcool, potente.

Ao degustá-la, o caráter maltado fica mais evidente e o álcool dá as caras. O amargor do lúpulo está presente, mas é encoberto pelo malte. Média-alta carbonatação com final relativamente curto.

Apesar do álcool não ser tão agressivo, acho que ele desequilibra um pouco, tornando a drinkability desta cerveja baixa e até mesmo um pouco enjoativa.


Estilo: Belgian Blond Ale
Teor alcóolico: 7,9% ABV

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Bamberg Caos

Bamberg Caos
Dentre as minhas cervejas favoritas estão as da Cervejaria Bamberg (Votorantin-SP).  A cervejaria é adepta da escola alemã e da Lei da Pureza-Reiheintesgebot

Além das cervejas de linha, a Bamberg sempre se supera com as suas versões sazonais - e um exemplo é a Bamberg Caos, e é esta a primeira cerveja nacional que avalio aqui no blog. 

Além de sazonal, é do estilo Doppelsticke, originário de Dusseldorf e bastante incomum de se encontrar atualmente.


Cor rubi, excelente formação e retenção de espuma.
Aromas de maltados, remetendo a pão, um pouco de fermento. Nota-se algo de amadeirado também.
 
Achei baixa a percepção de lúpulo no aroma.
 
No sabor predomina o maltado e algo de caramelo, os 8,0% de álcool estão bem inseridos. Média carbonatação e corpo, e o final apresenta-se seco. 
E desta vez foi degustada acompanhada de queijo gorgonzola.

Ótima cerveja. 


Estilo:  Doppelsticke
Teor alcóolico: 8% ABV

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Anchor Porter

Essa Porter produzida pela cervejaria americana Anchor está ideal para um dia como hoje! Faz frio aqui em Valinhos e esta cervejinha é uma boa companhia.

Hoje também é 4 de julho, dia da independência daquele país, que traz as cervejas artesanais como uma grande tradição cultural.

A cerveja Porter, segundo algumas histórias nasceu nos portos no Reino Unido e os trabalhadores do porto bebiam logo pela manhã. Se de fato é história ou lenda, não sei, mas faz dela uma cerveja mais interessante.

Sobre a cerveja, essa é uma Porter americana e como tal, é ligeiramente diferente de uma Inglesa, essa no  meu ponto de vista seria uma Robust Porter, devido à presença de algumas notas sensoriais aromáticas de lúpulo.

Aparência: de coloração escura muito intensa, praticamente preta, com um colarinho bege de boa duração (ficou até o final do copo).

Aroma: a primeira percepção dessa bebida é o torrado, porém no aroma é possível perceber a presença de uma nota fresca de lúpulo.

Sabor: no sabor a presença do malte torrado se torna muito evidente, lembrando para mim cacau e um amargor de médio a moderado. É medianamente encorpada e a carbonatação é baixa.

Final: possui um final mais maltado, sem ser doce, deixa um amargo no final.

Uma cerveja bastante agradável, fácil para ser tomada, sem dúvida uma prova de que quando os Americanos querem fazer boas cervejas, eles fazem.

Estilo: Robust Porter
Teor alcoólico: 5,6% (ABV)

domingo, 30 de junho de 2013

Gordon Finest Copper

Gordon Finest Copper
Produzida pela cervejaria belga Anthony Martin, esta cerveja, apesar do "copper" no nome,  se apresenta com a coloração dourada escura do que propriamente cobre. A espuma é de ótima formação e se mantém consistente até o final da degustação.

O malte sobressai no aroma, trazendo notas de grão, leve caramelo. Percebi também um pouco de ameixa, passas. O lúpulo se faz pouco presente. Conforme a cerveja esquenta um pouco mais nota-se o álcool.

No paladar nota-se mais claramente o malte, com leve dulçor. Percebe-se também um pouco de fermento, mas ainda assim nada marcante. O amargor é médio-baixo. 

De corpo e carbonatação médias, a cerveja é aveludada, e deixa um retrogosto curto e doce. Um leve amargor pode ser notado. 

Apesar de classificada como uma Belgian Blond Ale, não há notas aromáticas frutadas ou condimentadas no aroma, como pede o estilo, além da cor fugir ao nome do rótulo, por isto, este rótulo fica aquém da maioria das cervejas belgas.

Estilo: Belgian Blonde Ale
Teor alcoólico: 6,6% ABV

terça-feira, 25 de junho de 2013

Bodebrown Cerveja do Amor

Essa cerveja feita pela Bodebrown em Curitiba/PR segue uma tradição belga de adicionar frutas em cervejas.

O fabricante classifica como uma Tripel adicionada de amoras, o que faz dela uma fruit beer e claro, ela tem uma história.

Ela se chama Cerveja do Amor e o rótulo apresenta a imagem do amor de Píramo e Tisbe, uma amor proibido pelas suas famílias, o que levou a fim trágico e a origem das amoras vermelho-escuras como conhecemos hoje.
A história deles é bastante conhecida, sendo com certeza a fonte de inspiração de histórias de amor trágico como Romeu e Julieta, mas o que importa aqui é que o rótulo é de fato uma obra de arte.

A cerveja por sua vez é interessante, possui um elevado teor alcoólico (8%) e uma coloração bastante interessante.

Aparência: a cerveja apresenta uma coloração avermelhada, e uma espuma de coloração branca que se manteve como um filme sobre a bebida.

Aroma: conforme se espera de uma fruit beer, o aroma de fruta é presente, mas é bastante difícil identificar como amora, mas sem dúvida a presença de fruta está lá.

Sabor: a acidez da amora surge na boca, seguida do sabor característico de frutas vermelhas e algumas notas picantes de fermento belga, a cerveja é seca, sem presença de lúpulo. Corpo leve, e alta carbonatação.

Final: final seco e por isso mesmo fácil de ser bebida.

Cervejas com frutas são bastante controversas, para os fãs da lei da pureza Alemã uma heresia, mas para os Belgas, uma diversão e essa cerveja é divertida, como um vinho frisante em um dia de calor e talvez essa seja a melhor comparação. O álcool apesar de ser elevado, está bem incorporado na bebida, sendo fácil esquecer que ele está lá.

domingo, 23 de junho de 2013

Brooklyn Brown Ale

brooklyn brown ale
Entre as cervejas que eu poderia escolher para fazer minha estreia aqui no blog, acabei optando por uma da Brookyn Brewery. As cervejas desta cervejaria nova-iorquina, cujo mestre-cervejeiro é nada menos que Garrett Oliver, acabaram se tornando uma das minhas preferidas.

A Brooklyn Brown Ale possui  coloração marrom com reflexos avermelhados. A espuma bege, é de boa formação e o creme apesar de raso, é duradouro.

No aroma sobressaem-se notas de malte tostados, de pão, e com presença de caramelo. Não menos presente, aparecem notas herbáceas do lúpulo. Aroma de café, muito leve, sendo encoberto pelas demais notas.

Na boca, a cerveja é aveludada, com média carbonatação e corpo. Sobressaiu sabores vindos do malte, de tosta. Praticamente não se nota o amargor do lúpulo. 

No final, predomina uma secura, mas não muito longa. Enfim, uma cerveja bem equilibrada e fácil de beber. 

Estilo: American Brown Ale
Teor alcoólico: 5,6% ABV

terça-feira, 18 de junho de 2013

Old Tom Chocolate

Olá, a cerveja de hoje é a Old Tom com Chocolate produzida no Reino Unido, ela tem 6% de álcool, essa cerveja é de acordo com as informações de rótulo, a Old Tom Ale, adicionada de chocolate.

Como informação adicional, a Old Tom foi eleita a melhor cerveja Ale do mundo no ano de 2009 pela World Beer Awards, o que sem dúvida pede o nosso respeito.

A primeira vez que vi a cerveja Old Tom, foi durante o meu curso de formação como Sommelier de Cervejas pelo SENAC Doemens e confesso que dentre tantas cervejas que foram degustadas ao longo do curso a Old Tom teve um lugar especial na minha memória gustativa.

Por isso tão logo encontrei a versão adicionada de chocolate, eu tinha que comprar para experimentar, segue abaixo a minha avaliação e em breve teremos a avaliação da Old Tom (sem chocolate).

Aparência: com uma coloração castanha escura e uma espuma em um tom de bege, a cerveja apresenta alguma turbidez a frio e uma espuma de boa formação, mas que vai embora enquanto se bebe deixando apenas um filme.

Aroma: como esperado o chocolate está presente no aroma, mas junto com notas aromáticas de maltes tostados (melado e caramelo).

Sabor: ao contrário do que se esperaria, o chocolate não é o que primeiro se sente, a minha primeira sensação foi uma doçura de malte seguida de um amargor típico da torrefação do cacau, o final é de chocolate (delicado, mas presente).

Final: assim como a última, essa cerveja apresenta um final seco, sem ser adstringente e esquenta a boca pela presença do álcool, porém sem prejudicar a bebida.

Ao contrário do que seria esperado essa cerveja não é puro chocolate, é agradável para ser bebida e sem dúvida um excelente par para sobremesas à base de chocolate e caramelo, a versão sem chocolate é mais interessante, mas essa cerveja ainda é bem legal.
O aroma sem dúvida é o principal nessa bebida, mas ao contrário de algumas cervejas que encontramos por aí, o sabor não te decepciona.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Chimay Blanche

Continuando com as cervejas, essa semana temos uma de respeito, produzida na Abadia de Scourmont, a Chimay é feita em três estilos, sendo a "branca" a tripel.

Os mais puristas e fãs da lei da pureza podem não gostar do fato dessa cerveja ter açúcar em sua composição, mas sem dúvida esse é um dos segredos dela ser tão agradável para ser bebida, com um corpo na medida ideal.

A Chimay Blanche tem 8% de álcool por volume o que sem dúvida pede o nosso respeito pela cerveja, mas devido ao seu equilíbrio esse álcool pode passar despercebido pelos bebedores mais afoitos.
A taça é um charme à parte, com um pequeno gerador de espuma que mantém a sua cerveja sempre como se tivesse acabado de ser colocada no copo.

Na minha opinião, a riqueza aromática é tão complexa que deixar de pelo menos tentar escutar o que essa bebida tem para nos contar parece um erro,  mas quem sou eu para decidir como você deve beber a sua cerveja.

Aqui vou apenas tentar descrever um pouca da experiência que ela me passou...

Aparência: seria um âmbar claro ou um dourado escuro, uma espuma num tom de bege bem claro, e de excelente persistência (até o último gole).

Aroma: o mais característico conforme a temperatura dela aumenta são o cravo e o frutado (para mim banana), percebi algumas notas herbáceas que são difíceis de serem separadas o que é do lúpulo e o que é do fermento (compostos fenólicos).

Sabor: a presença dos compostos de fermentação, que lembram cravo e pimenta são marcantes, quando a temperatura aumenta esses compostos saltam na boca, baixa presença de malte, apenas como um leve dulçor. Corpo médio/alto e alta carbonatação.

Final: uma cerveja que apresenta um final seco, sem ser adstringente, um pouco quente do álcool e que pede mais um gole e por isso mesmo uma cerveja fácil de beber, mesmo com o elevado teor alcoólico.

A minha opinião é bastante simples, sou um fã das cervejas belgas e essa sem dúvida é um grande "exemplar da raça", as leveduras belgas fazem mágica e nessa cerveja mostram isso claramente (obviamente as centenas de anos de experiência dos monges produzindo essas bebidas ajuda imensamente).

O meu único porém foi ter trazido apenas uma garrafa de cada uma delas para casa, ainda bem que esta pode ser facilmente encontrada em terras brasileiras.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Cerveja Áustria Amber

Olá, faz tempo que não falo sobre cervejas...
Como objetivo pessoal vou escrever uma vez por semana sobre as minhas experiências com essa bebida tão especial.

Comprei essa cerveja em um final de semana com a família, num restaurante em Valinhos chamado "BBQ Steak and Fun".
A cerveja, uma lager puro malte feita em Nova Lima, MG pela Krug Bier, ela é apresentada no site do fabricante como uma Lager tipo Vienês.
Minha avaliação sobre ela:

Coloração: Marrom escura, com raios avermelhados, uma espuma de boa formação e persistência (especialmente no copo de weizen).

Aroma: presença de notas de caramelo e dulçor de malte, sem presença de lúpulo ou notas frutadas.

Sabor: presença marcante do dulçor do malte e notas de caramelo, pouca presença de lúpulo. Corpo leve, com alta carbonatação.

Final: final seco com presença do tostado e ligeiro aquecimento do álcool, pede mais um gole.

A minha opinião é que é uma cerveja interessante, apesar de achar estranha a classificação dada pelo fabricante como uma "Lager tipo vienês", acredito que o objetivo seria uma Vienna Lager, mas o objetivo não é reclassificar a cerveja.
Vale lembrar que o estilo Vienna Lager sofreu muitas modificações, sendo especialmente lupulado em terras americanas, mas não é uma característica de cerveja na sua origem, sendo mais evidenciada a presença dos maltes do tipo vienna e ou munique.

Finalizando uma cerveja interessante que foi uma boa companhia para um churrasquinho em um Domingo, mais uma opção no nosso amplo cardápio de cervejas brasileiras.